quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

TIPOS DE QUESTÕES DE RESPOSTA CONSTRUÍDA

1.TIPOS DE QUESTÕES DE RESPOSTA CONSTRUÍDA
 1.3. RESPOSTA CURTA
 Por base uma questão simples
 Resposta breve e sem ambiguidade
Sugestão de construção
 Exigir sempre uma resposta breve e sem ambiguidades
 Não utilizar expressões complicadas
VANTAGENS
 São de fácil e rápida elaboração.
 Permitem avaliar vários objectivos no mesmo teste.
 Não permite ao aluno adivinhar a resposta.
DESVANTAGENS
 Não são adequadas a avaliar aprendizagens complexas.
 Propiciam respostas parcialmente completas.
 Fomentam muitas vezes a aprendizagem mecânica.

1.1. RESPOSTA RESTRITA
Nessa questão há limites precisos para a resposta.
 Este tipo de item, notadamente, permite evidenciar a capacidade do aluno de demonstrar conhecimento.

 1.2. RESPOSTA EXTENSA
 Nessa questão o aluno tem liberdade de organizar e apresentar sua resposta.
 Este tipo de questão permite que o aluno demonstre sua capacidade de interpretar, estabelecer relação, explicar, inferir, extrapolar, aplicar a situações novas, de sintetizar, de analisar e de avaliar

O item de resposta extensa, que exige uma resposta desenvolvida, apresenta tópicos de orientação temática e está integrado num dos grupos que têm por suporte documentos de natureza diversa. Este item solicita a síntese de aspetos relacionados com aprendizagens estruturantes do Programa, organizada em função dos tópicos, em articulação com as fontes apresentadas e com a problemática do grupo em que está inserido. No item de resposta extensa,podem ser requeridas tarefas análogas às descritas para os itens de resposta restrita.

Itens de CONSTRUÇÃO
As formulações respeitantes aos conteúdos apresentadas nos critérios específicos de classificação não devem ser entendidas de forma rígida, mas como indicadoras da linha interpretativa considerada correcta, ressalvando-se sempre uma visão holística da resposta do aluno, relativamente ao que é solicitado no item. As respostas que apresentem pontos de vista diferentes dos mencionados nos critérios específicos de classificação devem ser classificadas se o seu conteúdo for considerado cientificamente válido e estiver adequado ao solicitado. Nestes casos, os elementos cientificamente válidos devem ser classificados segundo procedimentos análogos aos previstos nos descritores apresentados.
São de considerar as respostas que utilizem uma terminologia cientificamente adequada e rigorosa, embora não exactamente idêntica à utilizada nos critérios específicos de classificação.
Se a resposta contiver elementos errados de informação histórica não solicitada, estes só são tidos em conta se forem contraditórios com elementos correctos referidos na mesma resposta. Nesta eventualidade, os elementos correctos não serão valorizados.

Os itens de resposta restrita, com cotação diferenciada de acordo com o tipo de tarefa solicitada, podem exigir ao examinando:
—— a identificação da informação expressa nas fontes apresentadas;
—— a explicitação do significado de elementos presentes nas fontes;
—— o cotejo da informação recolhida nas diversas fontes;
—— o esclarecimento da pertinência das fontes para os problemas levantados;
—— a contextualização cronológica e espacial da informação contida nas fontes;
—— o estabelecimento de relações entre a informação presente nas várias fontes e a problemática organizadora do conjunto;
—— a mobilização de conhecimentos de realidades históricas estudadas para analisar fontes;
—— outras tarefas, sempre em harmonia com as competências do Programa.
O item de resposta extensa, que exige uma resposta desenvolvida, apresenta tópicos de orientação temática e está integrado num dos grupos que têm por suporte documentos de natureza diversa. Este item solicita a síntese de aspetos relacionados com aprendizagens estruturantes do Programa, organizada em função dos tópicos, em articulação com as fontes apresentadas e com a problemática do grupo em que está inserido. No item de resposta extensa, podem ser requeridas tarefas análogas às descritas para os itens de resposta restrita.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

PLANIFICAÇÃO

1. A taxonomia de B. Bloom

Benjamim Bloom criou uma célebre taxonomia do domínio cognitivo que prevê o agrupamento das operações cognitivas e tarefas de aprendizagem em 6 níveis hierárquicos: aquisição de conhecimentos básicos, compreensão, aplicação, síntese e avaliação.
A aquisição de conhecimentos básicos representa o nível mais baixo em termos de complexidade cognitiva. Incorpora tarefas relacionadas com a aquisição de informações: dados, factos, teorias e datas. Apela à memorização, essa função tão importante e tão esquecida pelas pedagogias construtivistas.
A compreensão representa o segundo nível e pressupõe o domínio do primeiro. Tem que ver com a tradução, a interpretação e a extrapolação das informações adquiridas. Exige que o aluno estabeleça relações entre os elementos, compreenda o significado das coisas, reformule com palavras próprias e tire consequências das informações.
A aplicação exige tarefas de mobilização das informações adquiridas em ordem a resolver um problema que não seja trivial nem repetido. O nível da aplicação tem semelhanças com as competências de aprendizagem. Tarefas de aplicação conduzem ao desenvolvimento de competências. Mas em Bloom não há lugar para competências desgarradas dos conteúdos.
A análise exige a decomposição do todo nas suas partes e a capacidade para recombinar os elementos em ordem à reconstituição do todo.
A síntese pressupõe a capacidade para criar e construir conhecimento com base na recolha e tratamento da informação. Uma composição original, um quadro ou um relatório de uma experiência científica são exemplos de tarefas de síntese.

Por último, a avaliação. Pressupõe a emissão de juízos de valor fundamentados em obediência a critérios de coerência interna e externa.

2. Definir objectivos
Use verbos que designam acção em termos de comportamentos observáveis
Opte por linguagem simples, clara e sem equívocos
Descreva o comportamento do aluno e não o do professor
Descreva o produto e não o processo
Cada objectivo deve incluir apenas um resultado do aluno
Use pelo menos uma medida para cada objectivo
Verifique se o objectivo é realista e alcançável

Leia, por favor, o anexo "regras para definir objectivos".
Os anexos contêm textos, em inglês, com regras sobre definição de objectivos. Aconselho a leitura.

3. A teoria de Mager dos objectivos comportamentais
Robert Mager publicou, em 1962, um importante livro: Preparing Objectives for Programmed Instruction.
Um objectivo de aprendizagem deve ser dividido numa série de objectivos comportamentais específicos e tarefas mais pequenas. Um objectivo de aprendizagem deve ter 3 componentes:
Comportamento: o comportamento deve ser observável e mensurável
Condição: as condições sob as quais o comportamento deve ser formulado
Standard: o nível de performance desejado deve ser formulado, incluindo uma série de respostas vistas como correctas.

4. De acordo com Mager são de evitar verbos como conhecer, compreender ou aprender por serem demasiado gerais e não descreverem a acção pretendida. Ao invés, Mager propõe o uso de verbos activos: listar, identificar, formular, descrever, definir, comparar e resolver.

5. Regras para definir objectivos de aprendizagem
5.1. Os objectivos devem ser claros e facilmente compreensíveis.
Têm de ser explícitos. Devem conter um verbo activo que descreva uma acção concreta. O objectivo deve ter apenas um significado.

Exempos:
O aluno deve ser capaz de identificar as parte do coração.
Dada um determinada lista, o aluno deve ser capaz de identificar as palavras mal escritas.

O aluno deve ser capaz de identificar os elementos químicos de uma mistura preparada pelo professor.

Todos estes objectivos estão formulados de forma explícita e exigem comportamentos observáveis. cada frase contém apenas um objectivo. Não há ambiguidade na formulação. Não estão contaminados pela generalidade.

5.2. Os objectivos devem ser observáveis
A avaliação dos resultados depende da observação das acções.

O verbo tem de descrever uma acção observável.
Exemplos de verbos que não se devem usar nos objectivos:
conhecer
compreender
acreditar
pensar
familiarizar
gostar

Exemplos de verbos que se devem usar nos objectivos:
identificar
listar
elencar
escolher
localizar
isolar
dividir
separar
inferir

O verbo e o seu objecto devem ser claramente definidos. Devem promover acções observáveis ou produtos observáveis. As acções descritas são do aluno e não do professor.

Exercício sobre definição de objectivos:

Seleccionar objectivos úteis

Saber o que faz com que um objectivo seja útil

Só o primeiro está correctamente formulado

Resolver problemas de matemática que exijam a aplicação do conteúdo raiz quadrada

Compreender como se resolve uma raiz quadrada

Só o primeiro está correctamente formulado.

Reconhecer fotos de animais em páginas de jornais

Associar os nomes dos animais às respectivas fotos

Só o segundo está bem formulado

Pontuar correctamente um parágrafo

Listar as regras de pontuação

Estão os dois bem definidos


6. Explicitando os níveis


6.1. Nível 1: Conhecimentos básicos

Reconhecer ou recordar informação

Relembrar o que foi ensinado

Relembrar factos, datas, definições e observações
Exemplos: Qual é a capital de Marrocos?

Palavras mais usadas neste nível:

definir
relembrar
reconhecer
recordar
identificar

6.2. Nível 2: Compreensão

O aluno vai para além da recordação da informação

Reformula as informações

Descreva usando palavras suas

Faz comparações

Extrapola
Interpreta
Traduz
O aluno interpreta, traduz e reformula.

Exemplos: Descreve com palavras tuas o último parágrafo do texto

Palavras mais usadas neste nível:

compara
reformula
explica
contrasta

6.3. Aplicação

Requer que o aluno aplique uma regra ou um procedimento a um problema.

Exemplo:
De acordo com a nossa definição de socialismo, quais das seguintes nações podem ser consideradas socialistas?

Palavras que definem as perguntas de aplicação:

aplicar

classificar
escolher
usar
resolver

6.4. Análise (Fonte: Planificação e Avaliação do Ensino e Aprendizagem, Universidade Aberta)

Exige que o aluno se envolva em 3 formas de processos cognitivos:
Identificar os motivos, razões e causas de uma ocorrência específica
Analisar a informação disponível em ordem a alcançar uma conclusão, inferência ou generalização

Analisar uma conclusão ou generalização

A operação de análise envolve a divisão de um todo em ordem a melhor entender as relações entre as partes que o constituem

Exemplos:

Depois de ler este texto, como caracterizaria a ideologia do autor?

Que informação usaria para justificar que Nixon não foi um presidente bem sucedido?

Identifica a ideia principal de um texto dado

Identifica, num texto dado, razões subjacentes ao comportamento de diferentes personagens

Face a resultados inesperados numa experiência química, identifica as respectivas causas

Identifica a estrutura adoptada por um relatórios de actividades

6.5. Síntese

Exige que o aluno crie ou produza uma obra original

Os comportamentos ao nível da síntese envolvem a organização de diferentes elementos num todo novo que representa uma criação original. Refere-se a operações de tipo criativo.

Palavras comuns nas questões de síntese:

Predizer
Produzir
Criar
Sintetizar
Construir

Exemplos:

Produza um ensaio com 3000 palavras sobre o conceito de luta de classes na teoria de Marx

Redige uma composição subordinada ao tema “a importância de frequentar a escola”

Elabora um projecto de investigação no campo educacional

7. Três problemas:não falta texto?

7. 1. O professor só faz perguntas e exige tarefas do nível mais baixo (memorização)

1. Errado porque centra o ensino apenas em actividades de rotina.

7.2. O professor faz muitas perguntas quase ao mesmo tempo. Provoca confusão e falta de atenção nos alunos.

7.3. O professor não dá tempo ao aluno para responder.

Em conclusão, é preciso dar tempo ao aluno para reflector e construir a resposta.

Quando o aluno não percebe a pergunta, o professor deve reformulá-la. Em vez de ser o professor a dar a resposta, deve dirigir a pergunta a outros alunos

Sugestões para os professores:

Evitar repetir em demasia as respostas quer do professor quer dos alunos.

Evitar reacções do género "sim...mas". A resposta do aluno ou está certa ou errada. Se está errada, o professor deve dirigir a pergunta a outro aluno até se encontrar a resposta certa. Se nenhum aluno conhece a resposta certa, tem de ser o professor a revelá-la.

Exemplos de Grelhas de um plano

Há diversos tipos de plano:

De aula

De unidade de ensino

Anuais

Correspondem a diferentes unidades temporais.

Os planos anuais elaboram-se antes do ano lectivo começar. Pega-se numa agenda e no calendário escolar e distribui-se os conteúdos pelas aulas previstas. Os planos anuais têm de respeitar os objectivos gerais que constam dos programas de ensino.

1. Objectivos gerais 2. Conteúdos/competências 3. Actividades 4. Recursos/materiais


Para quê? O quê? Como? Com que meios?

Objectivos específicos


Conteúdos


Objectivos


Estratégias


Actividades


Avaliação



Objectivos comportamentais

(Fonte: Planificação e Avaliação do Ensino e Aprendizagem, Universidade Aberta)

Um objectivo específico pode ser ou não enunciado em termos comportamentais. Se não indica, claramente, um comportamento observável que o aluno deve revelar, poderá ser específico mas não é comportamental.

Exemplo: Aprecia a 9ª Sinfonia de Beethoven

É específico mas não comportamental

Exemplo: Expõe o que mais aprecia na 9ª Sinfonia de Beethoven

É específico e comportamental.

Um objectivo comportamental, para além de indicar um comportamento observável e um conteúdo sobre que se exerce tal comportamento, pode, ainda, incluir outras informações que permitam mais facilmente avaliar a consecução do objectivo:

Quem?

O quê?

Conteúdo

Nível de proficiência - Em que medida?

Tempo - Quando?

Instrumento de avaliação - Como?

Exemplo de formulação de objectivo:

No final da unidade, os alunos do 6º ano identificarão 3 causas da expansão marítima, num teste de escolha-múltipla.

Os objectivos de produto são os que se esperam no final de uma sequência de aprendizagem que conduziu até eles.

Os objectivos de processo são só que se referem aos meios usados para atingir os objectivos de produto.

Qual é a diferença entre objectivos e actividades?

Um objectivo educacional corresponde sempre a uma aprendizagem que o aluno ainda não possui mas que se deseja que adquira. Entre o ponto de partida - ausência de aptidão - e o ponto de chegada - aquisição da aptidão - há um caminho a percorrer que corresponde a um processo de aprendizagem que se traduz em actividades dos alunos.

O enunciado do objectivo diz sempre o que o aluno está apto a fazer.

O enunciado da actividade diz o que está a fazer para ficar apto.

Exemplo de actividade:

Observa a preparação do microscópio

Exemplo de objectivo:

Identifica diferentes estruturas celulares

Exercícios

(Fonte: Planificação e Avaliação do Ensino e Aprendizagem ; Universidade Aberta)

Assinale de entre os seguintes objectivos os que podem ser considerados no nível de conhecimento:

1. Resume um texto dado

2. Indica a capital da Dinamarca

3. Define rectas paralelas

4. Explica o que se entende por um conjunto de objectos

5. Identifica os animais que estão nas gravuras

Assinale de entre os seguintes objectivos os que podem ser considerados no nível de compreensão:

1. Indica a distância entre 2 povoações, servindo-se de um mapa das estradas

2. Indica os nomes das capitais dos distritos de Portugal

3. Enuncia o Tratado de Tordesilhas

4.Nomeia os órgãos de uma planta

5. Explica o que significa a electricidade estática

Assinale de entre os seguintes objectivos os que podem ser considerados no nível de aplicação:

1. Demonstra um teorema dado

2. Enuncia um teorema dado

3. Lê gráficos de barras

4. Resolve uma raiz quadrada

5. Enumera os ossos da perna.



Apontamentos sobre avaliação da aprendizagem

Três modalidades de avaliação:

Diagnóstica

Formativa

Sumativa



Tipos de pergunta

(Fonte: Planificação e Avaliação do Ensino e Aprendizagem, Universidade Aberta)

Resposta curta: É deixado um espaço para a resposta do aluno.

Exemplo: Quem escreveu os Lusíadas? ...............................

Vantagens: fácil elaboração; úteis para testar objectivos de nível 1; permitem a testagem de múltiplos objectivos no mesmo teste.

Desvantagem: Não avaliam objectivos de nível 3, 4, 5 e 6.

Regras para a construção de itens: uma pergunta directa; deve dar lugar a uma única resposta; a pergunta deve conter os termos exactos em que a resposta deve ser dada. Em itens de resposta curta, a correcção da prova é facilitada se os espaços para a resposta forem alinhados numa coluna à direita das perguntas; cada item deve ser independente dos restantes.

Exemplos de itens mal construídos:

Fernando Pessoa foi um poeta...................

Numa viagem com grandes................, o norueguês Amudsen conseguiu ............o inglês Scott e chegar primeiro ao Pólo Sul.

Item verdadeiro ou falso: A pergunta assume a forma de uma frase afirmativa que o aluno vai classificar como verdadeira ou falsa.

Exemplo: O cacau é produto agrícola mais exportado por S. Tomé e Príncipe. (Coloque um V ou um F à frente da pergunta)

Vantagens: perguntas de fácil elaboração; facilmente os alunos compreendem as perguntas.

Desvantagens: Não avaliam objectivos de nível superior; prestam-se a que os alunos respondam à sorte.

Regras para a construção de itens verdadeiro/falso:

Cada item deve ter uma única afirmação.

Evitar palavras ambíguas

Evitar frases negativas

As afirmações verdadeiras e falsas devem ter a mesma extensão

O número de afirmações verdadeiras e falsas deve ser semelhante.

Associação ou combinação: a pergunta apresenta um conjunto de elementos organizados em duas colunas paralelas, tendo os elementos de uma, relação com os elementos de outra.


Os elementos da coluna da esquerda são as premissas. Os da coluna da direita são as respostas.


Vantagens


Fáceis de construir

Os alunos não podem adivinhar as respostas

Desvantagem

Não avalia as categorias de Análise e Síntese

Escolha Múltipla: Pergunta composta por um tronco e por uma lista de possíveis respostas.

Exemplos:

S. Tomé e Príncipe exporta diversos produtos. Qual dos seguintes exporta em maior quantidade?

A Café

B Banana

C Cana de açúcar

D Cacau

Na seguinte lista de palavras, todas deviam ter um significado equivalente a resumo.

Assinale a alternativa falsa.

A Sumário

B Somatório

C Síntese

D Súmula

Vantagens

Fáceis de corrigir

Desvantagens

Não avalia as categorias de análise e síntese

Demora muito tempo a elaborar

Resposta livre: a pergunta apresenta uma questão aberta e o aluno é livre de apresentar as suas ideias sobre o assunto.

Exemplos:

Por que razão existe uma relação entre desemprego e pobreza?

Por que razão se fazem estudos de impacto ambiental antes de construir uma auto-estrada.

Vantagem

Fácil de elaborar

Permite avaliar as categorias de análise e síntese

Desvantagem

Difícil de avaliar.

Subjectividade na avaliação

Tipos de avaliação: diagnóstica, formativa e sumativa

Avaliação diagnóstica destina-se a identificar os conhecimentos que os alunos possuem sobre uma determinada matéria a fim de poder iniciar a aprendizagem de novas matérias.

Os conhecimentos prévios à aquisição de novas aprendizagens chama-se pré-requisitos.

A avaliação diagnóstica pode fazer-se através de testes diagnósticos. Incide sobre um pequeno grupo de objectivos em volta dos quais se fazem perguntas.

Avaliação formativa: faz-se ao longo do processo de ensino e aprendizagem e permite identificar os conhecimentos adquiridos e as dificuldades existentes.

A avaliação formativa faz-se através de testes formativos. Incidem sobre um grupo de objectivos de uma unidade de ensino, avaliando em profundidade.

Avaliação sumativa: faz um balanço dos resultados de aprendizagem no final de uma sequência de ensino.

Os testes sumativos incidem sobre um grupo grande de objectivos, avaliando as aprendizagens realizadas no final de uma sequência de ensino.


Algumas definições de curriculum

É toda a aprendizagem planificada e dirigida pela escola para atingir os objectivos educacionais. (Tyler)

É uma sequência de experiências oferecidas nas escolas para crianças e jovens em grupo, a percorrer por caminhos do pensamento e da acção. (Tanner e Tanner)

É um plano para a aprendizagem. (Taba)

O currículo é uma série estruturada de resultados de aprendizagem que se têm em vista (Johnson)

É uma sequência de unidades de conteúdo conducentes à mestria do aluno (Gagné).
É um plano estruturado de ensino-aprendizagem, englobando a proposta de objectivos, conteúdos e processos (Carrilho Ribeiro).

Definições de desenvolvimento curricular:

É um plano de estruturação do meio ambiente para coordenar de maneira ordenada os elementos tempo, espaço, materiais, equipamento e pessoal (Feyereisen)
Processo dinâmico e contínuo que engloba diferentes fases, desde a justificação do currículo à sua avaliação e passando pelos momentos de concepção, elaboração e implementação (Carrilho Ribeiro)

É uma prática, dinâmica e complexa, que se processa em diferentes momentos e fases, de modo a formar um conjunto estruturado integrando diferentes componentes: justificação teórica, elaboração/planeamento, operacionalização e avaliação (Pacheco)

Conceitos sobre currículo e desenvolvimento curricular

O Currículo - Texto integrado na tese de mestrado de Ilda Neves, orientada por Ramiro Marques.

Na Educação, o currículo não se esgota em si mesmo, deixando antever um fenómeno inacabado e sempre dinâmico. É no sentido da análise, da relevância do seu âmbito, que a seguir se desenvolvem algumas perspectivas.

As primeiras definições de currículo apontam para um conceito que corresponde “a um plano de estudos, ou a um programa, muito estruturado e organizado na base de objectivos, conteúdos e actividades e de acordo com a natureza das disciplinas” (Pacheco, 2001, p.16), o que demonstra uma noção restrita de currículo, mas ainda recorrente nas concepções de muitos docentes.

A palavra currículo, de origem latina, regressou à nossa linguística por mediação anglo-saxónica, vem do latim curriculum, significa «pista de corrida». Podemos dizer que no curso dessa «corrida», o currículo, acabamos por nos tornar quem somos (Silva, 2000).

Nas discussões quotidianas, quando pensamos em currículo, pensamos apenas em conhecimento esquecendo-nos que o conhecimento que constitui o currículo está inextricável central e vitalmente envolvido naquilo que somos, naquilo que nos tornamos,: na nossa identidade e na nossa subjectividade.

O currículo e as várias acepções que comporta abriram novo espaço de debate, proporcionando aos professores e investigadores de educação uma nova tomada de consciência, de complexidade e de multiplicidade das situações.

Entretanto, as definições sobre currículo são numerosas e reflectem diversas acepções. Numa acepção mais generalista e tradicional (Pacheco, 2001 e Zabalza, 2002) a ideia de currículo incorpora o conjunto de conteúdos a ensinar (organizados por disciplinas, temas e áreas de estudo) como um plano de acção pedagógica, fundamentado e implementado num sistema, que pode apresentar-se com o formato de um documento oficial prescritivo e como guia orientador do trabalho.

Nesta acepção formal do termo currículo, Ribeiro (1999) considera-o como “um conjunto estruturado de matérias e de programas de ensino num determinado nível de escolaridade, ciclo ou domínio de estudos” (p. 12).

Características do Currículo

Na verdade, o currículo não pode entender-se como algo predeterminado, isto é, como um “produto” a ser disponibilizado segundo regras e normas específicas. Uma vez que se trata de um processo que resulta das múltiplas relações que se estabelecem entre diferentes actores, em contextos diversos, é um processo complexo, não sendo por isso possível predeterminá-lo à partida. Daí a importância que o conceito de currículo como projecto tem vindo a assumir nos tempos mais recentes. É neste sentido que Pacheco (2001), afirma que o currículo se afigura como:

…um projecto, cujo processo de construção e desenvolvimento é interactivo, que implica unidade, continuidade e interdependência entre o que se decide a nível do plano normativo, ou oficial, e ao nível do plano real, ou do processo de ensino-aprendizagem. Mais ainda, o currículo é uma prática pedagógica que resulta na interacção e confluência de várias estruturas (políticas, administrativas, económicas, culturais, sociais, escolares…) na base das quais existem interesses concretos e responsabilidades partilhadas.

Também, Beane (1998) identifica no fenómeno curricular algumas características, sendo elas:

(1) centradas em contexto com significado para a informação e para as destrezas dos alunos;

(2) tomadas de decisão a nível político no âmbito curricular;

(3) confronto de uma variedade de perspectivas sobre temas e objectivos que reconheçam a diversidade e a ambiguidade.

Numa perspectiva diferente à posição apresentada, Ribeiro (1999), cita Foshay e Saylor em que descreve em primeiro lugar o currículo como “o conjunto de experiências educativas adquiridas pelos alunos sob orientação da escola” (p.13) e em segundo afirma que o “currículo engloba todas as experiências de aprendizagem proporcionadas pela escola” ( p.13), no sentido de colocar a ênfase nas experiências educativas e de aprendizagem proporcionadas pela escola e sob a orientação da escola (não a qualquer experiência vivida pelo aluno).

Para além da importância que decorre da dimensão focada, outros autores como Schawab, Smith e al, Rugg, Caswell, Stenhouse, Gimeno, Zabalza, e Kemmis, citados por Pacheco (2001), acrescentam à ideia anterior um propósito bastante flexível e aberto, depreendendo que o conceito de currículo “um todo organizado em função de questões previamente planificadas do contexto em que ocorre e dos saberes, atitudes e competências.

Autores como Pacheco (2001), Zabalza (2002) e Ribeiro (1999) consideram currículo oculto aquilo que os alunos aprendem na escola devido: (i) às diversas interpretações de texto curricular de base, (i) formas de organização do ensino que se reconhecem nas aprendizagens diferentes das explicitamente consignadas pelos objectos do currículo estabelecido, (iii) influência exercida nos alunos, (iv) tipo de relação dos professores, (v) códigos disciplinares, (vi) participação dos pais e encarregados de educação.

Para Silva (2000), o currículo oculto “é constituído por todos aqueles aspectos do ambiente escolar que sem fazer parte do currículo oficial, explícito, contribuem de forma implícita para as aprendizagens sociais relevantes” ( p.82).

O currículo oficial é o currículo determinado oficialmente pela administração Central do Sistema Educativo decorrente da Lei de Bases, dos Decretos, Despachos e dos Próprios Programas, enquanto o currículo real é o currículo que é seguido na prática.

Currículo Formal ou oficial é o currículo determinado por uma decisão político-administrativa. É neste contexto que é defendida a normatividade curricular (Pacheco 2001).

O Currículo informal é considerado de grande importância formativa, com base nos mecanismos de enriquecimento do currículo escolar. As escolas desenvolvem actividades que têm a ver com desportos, actividades artísticas, grupos de música ou teatro, complementos de línguas estrangeiras, trabalhos práticos, programas de visitas e intercâmbios (Zabalza, 2002). Contudo, encontrando-se formalizado passa a currículo formal, embora de complemento curricular.

Como salienta Freitas (1998), “o curriculum não é um texto – reafirmo-o; um curriculum é uma concretização que cada professor cumpre com os seus alunos” (p.25). Deste modo, e uma vez que os alunos não são iguais e as condições em que o currículo é posto em prática também variam, não podemos pensar num currículo uniforme, mas, ao mesmo tempo, é importantíssimo que seja garantida uma unidade de princípios, que não ponha em causa a unidade nacional.

Teoria Curricular

Uma teoria é fundamentada em decisões baseadas em pressupostos epistemológicos encerrando em si ambiguidades e conotações. A função da teoria curricular é descrever, explicar e compreender os fenómenos curriculares para a orientação das actividades resultantes da prática e sua melhoria. “A teoria curricular, tal como qualquer teoria, tem origem no pensamento, na curiosidade, na actividade e nos problemas humanos” refere Pacheco (2001, p. 31) citando Kliebard (1977).

Ao percorrer as diferentes e diversas teorias do currículo, o essencial é, segundo Silva (2000), perceber que a “questão que serve de pano de fundo a qualquer teoria do currículo é a de saber que conhecimento deve ser ensinado (…) qual o conhecimento ou saber que é considerado importante, válido ou essencial para merecer ser considerado parte do currículo”.(p.13).

A teoria técnica é, ainda hoje, a teoria que tem maior influência e tradição nos estudos curriculares. Os modelos tradicionais do currículo restringem-se à actividade técnica de como fazer o currículo (Silva, 2000), isto é, a desenvolver técnicas estabelecendo-se na relação teórica/prática uma hierarquia.

Face a este processo organizativo, estamos perante uma lógica burocrática do desenvolvimento curricular com predomínio na mentalidade técnica ligada a especialistas curriculares que salvaguardam a legitimidade normativa da construção do currículo (Pacheco, 2001).

A esta teoria estão associadas três concepções de currículo propostas por Gimeno que Pacheco (2001) descreve: uma como súmula das exigências académicas, outra como base de experiências e a última como tecnologia e eficiência.

A visão global da teoria prática centra os problemas curriculares no âmbito de uma solução prática dado que o currículo é um conjunto de factos que buscam aplicação num método deliberativo.

Autores como Schwab (1985) referido por Pacheco (2001) defende que o currículo deve equacionar-se mais pela «arte prática» e pela «deliberação prática» do que propriamente pela teoria. A proposta apresentada sobrevaloriza mais aquilo que se faz do que aquilo que se pretende fazer.

Em conformidade com argumentação apresentada, a teoria prática reforça a concepção do currículo como processo e não como produto. Enquanto processo define-se como uma proposta que pode ser interpretada pelos professores de diferentes modos e aplicada em contextos diferentes. Deste modo, (Pacheco, 2001), afirma que o “currículo é uma prática constantemente em deliberação e em negociação”( p.39).

A teoria Crítica afasta-se, em termos conceptuais, das teorias anteriores (técnica e prática) e aponta os seus pressupostos para um trabalho assente numa consciência crítica por parte dos professores que agrupados ou colectivamente partilham de interesses críticos.

A base fundamental desta teoria reside nas visões críticas do currículo baseadas num interesse emancipatório de todo o colectivo de professores que participam em actividades escolares. Esta ideia é reforçada por Silva (2000) explicitando que “para as teorias críticas o importante é desenvolver conceitos que nos permitam compreender como se faz” (p.27).

A natureza do que está incluído no currículo ou seja o que está contido ou mesmo o seu conteúdo merece ser analisada de forma crítica, face às circunstâncias, necessidades e públicos actuais (Roldão, 1999). Pacheco (2001) reforça esta posição e acrescenta que existe um distanciamento da acepção técnica, admitindo uma proximidade com a acepção prática.

Para Pacheco (2001) existem quatro princípios aplicados à natureza do currículo estabelecidos por Grundy (1987). Deste modo, e segundo a referida autora, são eles:

(1) os elementos constituintes da praxis são a acção e a reflexão – o currículo é um processo activo onde o planear, o agir e o avaliar estão reciprocamente ligados;

(2) a praxis tem lugar no real – se o currículo for encarado como prática social deve ser formado no real com alunos reais seguindo o principio de que a sua construção deve estar ligada com a implementação;

(3) a praxis trabalha no mundo da interacção, do social e do cultural – a aprendizagem deve ser encarada como um acto social onde o aprender e o ensinar têm de ser vistos como uma relação de dialogicidade entre professor/aluno;

(4) o mundo da praxis é um mundo construído – exige que a teoria do currículo reconheça que o conhecimento é uma construção social.

O desenvolvimento curricular é associado à ideia de processo dinâmico e contínuo (Ribeiro, 1990) desenvolvendo-se em diferentes fases sucessivas (Zabalza, 2002) e a diversos níveis do sistema escolar: Administração Central, regiões, escolas e turmas em concreto.

Para Gaspar e Roldão (2007) o Currículo em acção faz emergir o desenvolvimento curricular, de onde ressaltam três características consensuais: processo, sequência e continuidade.

O termo desenvolvimento curricular é utilizado para expressar uma prática, dinâmica e complexa, processada em diversos momentos de modo a formar um conjunto estruturado com quatro componentes fundamentais: justificação teórica, elaboração/planificação, operacionalização e avaliação (Pacheco, 2001).

Gaspar e Roldão (2007), referem que a partir das características identificadas nas diferentes definições identificam-se quatro matrizes1 reveladoras das tendências conceptuais do desenvolvimento curricular: (i) matriz narrativa, (ii) matriz contextualizante, (iii) matriz interactiva, (iv) matriz conexista.

A matriz narrativa é a que evidencia que o currículo planifica-se seguindo uma ordem de sequência linear (diagnóstico da situação, identificação das necessidades, enunciado de objectivos, explicitação dos conteúdos, definição das estratégias de ensino, clarificação do modelo ou programa de avaliação).

Na matriz interactiva, o currículo planifica-se seguindo uma ordem de sequência linear mas ressalva a preocupação interacional dos próprios conteúdos e destes com a aprendizagem (diagnóstico da situação – identificação das necessidades – enunciado de objectivos – traçado das linhas de orientação programáticas – apresentação de modelos de ensino aprendizagem – clarificação de propostas de modelos de avaliação).

A matriz contextualizante sublinha que o desenvolvimento do currículo exige muita atenção aos contextos práticos (materiais de aprendizagem, técnicas e/ou tecnologias de aprendizagem, modelo de gestão e organização escolar, estruturas pedagógicas).

Na matriz conexista está por base o foco intencional do currículo, cruzando-o com o mundo perceptivo, dando preferência à interpretação frente à explicação. Revela a relação entre causa e efeito, como significante das coisas e a base da compreensão.

A matriz de desenvolvimento curricular “fica condicionada à definição do currículo e ao seu enquadramento como plano ou como projecto e, ainda, à conjugação dos seus diferentes elementos, numa relação com os factores gerais de enquadramento” (Gaspar & Roldão, 2007, p. 39).

Ao conceito de desenvolvimento curricular está associado um processo de construção do currículo, de elaboração e de reflexão baseada na sua implementação que envolve pessoas e procedimentos.

Para Zabalza (2000), o desenvolvimento da ideia curricular apresenta princípios básicos, designadamente:

(1) principio da realidade – dar lugar à programação curricular feita na escola de acordo com a realidade da mesma;

(2) princípio da racionalidade – o currículo desenvolvido de forma empenhada por parte do docente de forma a promover experiências significativas por parte do aluno;

(3) princípio da sociabilidade – o currículo fundamenta-se na medição da diversidade privilegiando a integração social dos alunos;

(4) princípio da publicidade – o currículo torna as intenções, as acções convertendo a educação em algo público, comunicável e controlável;

(5) princípio da intencionalidade – para que o currículo seja desejado analisando-se dados e adoptam-se decisões no sentido de corresponder às propostas anunciadas;

(6) princípio da organização ou sistematicidade – baseado na congruência entre componentes do currículo de modo a que este funcione como um todo integrado;

(7) princípio da selectividade – o currículo é um processo de selecção que deve corresponder a critérios de valor, oportunidade, congruência e funcionalidade situacional;

(8) princípio da decisionalidade.

A partir do final do século XX têm sido tomadas algumas iniciativas através das quais se tem procurado ultrapassar a lógica uniformizadora e centralista que caracterizou o currículo do ensino básico em Portugal nas décadas anteriores. Estamos assim a referir-nos ao projecto da Gestão Flexível do Currículo, lançado em 1997 pelo Departamento da Educação básica do Ministério da educação, na sequência do projecto “ Reflexão participada sobre os currículos da educação básica”. Estes projectos, que se baseiam em propostas que prevêem maior autonomia para escolas e professores em termos de decisão curricular, contaram com a participação de um grande número de escolas. Na sequência destas experiências surgiu a consolidação da reorganização curricular do ensino básico consagrada pelo Decreto-Lei nº 6/20012, de 18 de Janeiro.

No primeiro relatório produzido sobre a Reflexão participada sobre os currículos da educação básica, Roldão et al (1997), referindo-se aos resultados da discussão da respectiva proposta com professores, escreveram: Os professores e as escolas não parecem encarar a gestão curricular como coisa sua nem a colocam no 1º nível das suas prioridades e direitos (…). Não tendo no passado tido protagonismo na decisão sobre ensinar, mas apenas na execução de programas, tendem a situar as suas prioridades essencialmente nas condições de trabalho a que têm direito e a focar as suas principais expectativas em soluções administrativas centrais, em factores externos e em mudanças de normativos legais. (p. 90)

Podemos perceber que a forma como os professores portugueses lidam com o currículo tem estado de tal forma influenciada por uma tradição centralista que haverá muita dificuldade por parte dos docentes, desempenharem um papel mais autónomo na gestão do currículo. Embora o currículo nacional e a concepção dos programas seja da responsabilidade do Ministério da Educação, para a adaptação curricular é concedida a liberdade para o estabelecimento de ensino possa alterar a ordem dos conteúdos, atribuir diferentes graus de importância e incluir algumas componentes locais, desde que estejam assegurados o respeito pelos conteúdos e pelas competências nucleares essenciais (Marques & Roldão, 1999).

A diferenciação curricular adequada aos alunos pressupõe uma dimensão deliberativa que tende a veicular um currículo concebido em função de alunos concretos, cujas características requerem, pela sua diversidade, respostas curriculares diferenciadas (Sousa, 2010).

A diferenciação curricular tem sido cada vez mais perspectivada como uma resposta que urge dar à crescente diversidade de alunos que caracteriza a escola contemporânea. Tal diversidade reflecte tendências da sociedade em geral e manifesta-se em diversos aspectos, tais como as referências culturais, o estatuto social e o estilo de aprendizagem. A propósito desta problemática, Roldão (1999) afirma que:

Garantir maior equidade social exige que se diferencie o currículo para aproximar todos os resultados de aprendizagem pretendidos, já que o contrário – manter a igualdade de tratamentos uniformes para públicos diversos – mais não tem feito que acentuar perigosa e injustamente as mais graves assimetrias sociais. (p. 39).

Na temática curricular centram-se questões diversas e com frequência participam nela pessoas com características profissionais também diferentes (Zabalza, 2000). Como tal, esta temática é diferenciada, pelo autor, em pelo menos cinco níveis:

1º nível – a cultura vigente. Centra-se no debate da relação escola/cultura. De acordo com a selecção dos conteúdos formativos que são úteis na actualidade assim o currículo os deve incluir. Contudo, o problema reside no equilíbrio do peso da cultura escolar, como algo imposto de fora, e o peso das necessidades internas individuais de cada individuo;

2º nível – preparação da cultura para ser ensinada. A cultura na escola tem um sentido diferente da cultura considerada em abstracto. A função básica é actuar como componente formativa que acompanha o desenvolvimento dos alunos do ponto de vista pessoal e social e integração no mundo dos conhecimentos. Sendo um processo instrutivo, o tipo de conhecimento e das experiências formativas a integrar no currículo deverão atender ao âmbito cultural e social do aluno cuja formação a escola se responsabiliza;

3º nível – técnicas de desenho instrutivo das propostas curriculares anteriores. Este nível considera as propostas curriculares anteriores num sentido mais amplo atendendo propósitos formativos de acordo com as características dos indivíduos com que se vai trabalhar, a teoria da aprendizagem que vai servir de eixo estruturado da experiência formativa, as condições próprias da aprendizagem, os recursos disponíveis, as prioridades designadas no Currículo Oficial.

4º nível – melhoria e fundamentação das práticas formativas. O desenho curricular levado a cabo forma parte substantiva do currículo como acção. Nesse nível curricular devem levar-se em consideração os processos de enriquecimento e inovação curricular, isto é decidir a forma como são postos em prática com vista a responder melhor aos propósitos formativos. Também deverá ser tida em conta a investigação curricular e educativa em geral pelo que melhorará o nível de fundamentação científica das práticas educativas.

5º nível – componente axiológica do currículo. Este nível é caracterizado pela transversalidade dado que quando se fala de currículo escolar não se exige conhecimentos técnicos para desenhar os processos e capacidade política para os implementar. A actuação curricular afecta dimensões profundas das pessoas e valores sociais.

A ideia fundamental dos valores é a de assumirem cada vez mais uma importância fulcral na educação. O currículo escolar transcende o mundo dos conhecimentos a transmitir, as destrezas a desenvolver e os modos de conduta a reforçar. O conteúdo dos valores só pode ser parcialmente transmitido de forma explícita.

Dentro da preocupação de definir a natureza e âmbito do currículo, Ribeiro (1990) esclarece que a dimensão macro-curricular contempla a construção do currículo para o sistema de ensino não superior e dentro do currículo oficial estabelece níveis que vão desde a concepção e delineamento de um modelo de organização curricular global até à organização de unidades e sequências de ensino-aprendizagem, sendo estas delimitadas e características da dimensão micro-curricular.

Do contexto macro-curricular ao contexto micro-curricular Pacheco (2001) considera três níveis de decisão curricular: (i) a nível político-administrativo relacionado com a Administração Central, (ii) o nível de gestão no âmbito da escola e administração regional e por último, (iii) o nível de realização focalizado na sala de aula.

A organização dos saberes está definida através de competências15 hierarquizadas por três níveis:

1º Nível – competências essenciais – relações entre os vários temas no interior da própria disciplina;

2º Nível – competências transversais – saberes que atravessam as diferentes disciplinas;

3º Nível – competências gerais – relaciona a escola com o meio e com o mundo, as quais deverão estar globalmente apreendidas no final do Ensino Básico.

Apontamentos sobre Organização e Gestão Curricular

1. A taxonomia de B. Bloom

Benjamim Bloom criou uma célebre taxonomia do domínio cognitivo que prevê o agrupamento das operações cognitivas e tarefas de aprendizagem em 6 níveis hierárquicos: aquisição de conhecimentos básicos, compreensão, aplicação, síntese e avaliação.


A aquisição de conhecimentos básicos representa o nível mais baixo em termos de complexidade cognitiva. Incorpora tarefas relacionadas com a aquisição de informações: dados, factos, teorias e datas. Apela à memorização, essa função tão importante e tão esquecida pelas pedagogias construtivistas.
A compreensão representa o segundo nível e pressupõe o domínio do primeiro. Tem que ver com a tradução, a interpretação e a extrapolação das informações adquiridas. Exige que o aluno estabeleça relações entre os elementos, compreenda o significado das coisas, reformule com palavras próprias e tire consequências das informações.
A aplicação exige tarefas de mobilização das informações adquiridas em ordem a resolver um problema que não seja trivial nem repetido. O nível da aplicação tem semelhanças com as competências de aprendizagem. Tarefas de aplicação conduzem ao desenvolvimento de competências. Mas em Bloom não há lugar para competências desgarradas dos conteúdos.
A análise exige a decomposição do todo nas suas partes e a capacidade para recombinar os elementos em ordem à reconstituição do todo.
A síntese pressupõe a capacidade para criar e construir conhecimento com base na recolha e tratamento da informação. Uma composição original, um quadro ou um relatório de uma experiência científica são exemplos de tarefas de síntese.
Por último, a avaliação. Pressupõe a emissão de juízos de valor fundamentados em obediência a critérios de coerência interna e externa.

2. Definir objectivos
Use verbos que designam acção em termos de comportamentos observáveis
Opte por linguagem simples, clara e sem equívocos
Descreva o comportamento do aluno e não o do professor
Descreva o produto e não o processo
Cada objectivo deve incluir apenas um resultado do aluno
Use pelo menos uma medida para cada objectivo
Verifique se o objectivo é realista e alcançável
Leia, por favor, o anexo "regras para definir objectivos".
Os anexos contêm textos, em inglês, com regras sobre definição de objectivos. Aconselho a leitura.

3. A teoria de Mager dos objectivos comportamentais
Robert Mager publicou, em 1962, um importante livro: Preparing Objectives for Programmed Instruction.

Um objectivo de aprendizagem deve ser dividido numa série de objectivos comportamentais específicos e tarefas mais pequenas. Um objectivo de aprendizagem deve ter 3 componentes:
Comportamento: o comportamento deve ser observável e mensurável
Condição: as condições sob as quais o comportamento deve ser formulado
Standard: o nível de performance desejado deve ser formulado, incluindo uma série de respostas vistas como correctas.

De acordo com Mager são de evitar verbos como conhecer, compreender ou aprender por serem demasiado gerais e não descreverem a acção pretendida. Ao invés, Mager propõe o uso de verbos activos: listar, identificar, formular, descrever, definir, comparar e resolver.

4. Dois anexos: um sobre elaboração de um teste sumativo; outro sobre instrumentos de avaliação. Para ceder aos dois anexos, cliquem em cima das 5 imagens por esta ordem: 01; 02; 03; 04; 05.

5. Regras para definir objectivos de aprendizagem
5.1. Os objectivos devem ser claros e facilmente compreensíveis.
Têm de ser explícitos. Devem conter um verbo activo que descreva uma acção concreta. O objectivo deve ter apenas um significado.
Exempos:
O aluno deve ser capaz de identificar as parte do coração.
Dada um determinada lista, o aluno deve ser capaz de identificar as palavras mal escritas.
O aluno deve ser capaz de identificar os elementos químicos de uma mistura preparada pelo professor.
Todos estes objectivos estão formulados de forma explícita e exigem comportamentos observáveis. cada frase contém apenas um objectivo. Não há ambiguidade na formulação. Não estão contaminados pela generalidade.

5.2. Os objectivos devem ser observáveis
A avaliação dos resultados depende da observação das acções. O verbo tem de descrever uma acção observável.
Exemplos de verbos que não se devem usar nos objectivos:
conhecer
compreender
acreditar
pensar
familiarizar
gostar
Exemplos de verbos que se devem usar nos objectivos:
identificar
listar
elencar
escolher
localizar
isolar
dividir
separar
inferir
O verbo e o seu objecto devem ser claramente definidos. Devem promover acções observáveis ou produtos observáveis. As acções descritas são do aluno e não do professor.


Exercício: sobre definição de objectivos:

Seleccionar objectivos úteis

Saber o que faz com que um objectivo seja útil

Só o primeiro está correctamente formulado

Resolver problemas de matemática que exijam a aplicação do conteúdo raiz quadrada

Compreender como se resolve uma raiz quadrada

Só o primeiro está correctamente formulado.

Reconhecer fotos de animais em páginas de jornais

Associar os nomes dos animais às respectivas fotos

Só o segundo está bem formulado

Pontuar correctamente um parágrafo

Listar as regras de pontuação

Estão os dois bem definidos

6. Explicitando os níveis
6.1. Nível 1: Conhecimentos básicos
Reconhecer ou recordar informação
Relembrar o que foi ensinado
Relembrar factos, datas, definições e observações
Exemplos: Qual é a capital de Marrocos?
Palavras mais usadas neste nível:
definir
relembrar
reconhecer
recordar
identificar

6.2. Nível 2: Compreensão
O aluno vai para além da recordação da informação
Reformula as informações
Descreve usando palavras suas
Faz comparações
Extrapola
Interpreta
Traduz
O aluno interpreta, traduz e reformula.
Exemplos: Descreve com palavras tuas o último parágrafo do texto
Palavras mais usadas neste nível:
compara
reformula
explica
contrasta

6.3. Aplicação
Requer que o aluno aplique uma regra ou um procedimento a um problema.
Exemplo:
De acordo com a nossa definição de socialismo, quais das seguintes nações podem ser consideradas socialistas?
Palavras que definem as perguntas de aplicação:
aplicar, classificar
escolher
usar
resolver

6.4. Análise (Fonte: Planificação e Avaliação do Ensino e Aprendizagem, Universidade Aberta)
Exige que o aluno se envolva em 3 formas de processos cognitivos:
Identificar os motivos, razões e causas de uma ocorrência específica
Analisar a informação disponível em ordem a alcançar uma conclusão, inferência ou generalização
Analisar uma conclusão ou generalização

A operação de análise envolve a divisão de um todo em ordem a melhor entender as relações entre as partes que o constituem

Exemplos:

Depois de ler este texto, como caracterizaria a ideologia do autor?

Que informação usaria para justificar que Nixon não foi um presidente bem sucedido?

Identifica a ideia principal de um texto dado

Identifica, num texto dado, razões subjacentes ao comportamento de diferentes personagens

Face a resultados inesperados numa experiência química, identifica as respectivas causas

Identifica a estrutura adoptada por um relatórios de actividades

6.5. Síntese
Exige que o aluno crie ou produza uma obra original

Os comportamentos ao nível da síntese envolvem a organização de diferentes elementos num todo novo que representa uma criação original. Refere-se a operações de tipo criativo.
Palavras comuns nas questões de síntese:
Predizer
Produzir
Criar
Sintetizar
Construir

Exemplos:

Produza um ensaio com 3000 palavras sobre o conceito de luta de classes na teoria de Marx

Redige uma composição subordinada ao tema A Pobreza em Portugal

Pinta a aguarela uma paisagem

Elabora um projecto de investigação no campo educacional

7. Três problemas:

7. 1. O professor só faz perguntas e exige tarefas do nível 1. Errado porque centra o ensino apenas em actividades de rotina.

7.2. O professor faz muitas perguntas quase ao mesmo tempo. Provoca confusão e falta de atenção nos alunos.

7.3. O professor não dá tempo ao aluno para responder.


Em conclusão, é preciso dar tempo ao aluno para reflector e construir a resposta.

Quando o aluno não percebe a pergunta, o professor deve reformulá-la. Em vez de ser o professor a dar a resposta, deve dirigir a pergunta a outros alunos

Sugestões para os professores:

Evitar repetir em demasia as respostas quer do professor quer dos alunos.

Evitar reacções do género "sim...mas". A resposta do aluno ou está certa ou errada. Se está errada, o professor deve dirigir a pergunta a outro aluno até se encontrar a resposta certa. Se nenhum aluno conhece a resposta certa, tem de ser o professor a revelá-la.

Exemplos de Grelhas de um plano

Há diversos tipos de plano:

De aula

De unidade de ensino

Anuais

Correspondem a diferentes unidades temporais.

Os planos anuais elaboram-se antes do ano lectivo começar. Pega-se numa agenda e no calendário escolar e distribui-se os conteúdos pelas aulas previstas. Os planos anuais têm de respeitar os objectivos gerais que constam dos programas de ensino.

1. Objectivos gerais 2. Conteúdos/competências 3. Actividades 4. Recursos/materiais

Para quê? O quê? Como Com que meios?
Objectivos específicos

Conteúdos

Objectivos

Estratégias

Actividades

Avaliação


Objectivos comportamentais (Fonte: Planificação e Avaliação do Ensino e Aprendizagem (Universidade Aberta)


Um objectivo específico pdoe ser ou não enunciado em termos comportamentais. Se não indica, claramente, um comportamento observável que o aluno deve revelar, poderá ser específico mas não é comportamental.

Exemplo: Aprecia a 9ª Sinfonia de Beethoven

É específico mas não comportamental

Exemplo: Expõe o que mais aprecia na 9ª Sinfonia de Beethoven

É específico e comportamental.

Um objectivo comportamental, para além de indicar um comportamento observável e um conteúdo sobre que se exerce tal comportamento, pode, ainda, incluir outras informações que permitam mais facilmente avaliar a consecução do objectivo:

Quem?

O quê?

Conteúdo

Nível de proficiência - Em que medida?

Tempo - Quando?

Instrumento de avaliação - Como?

Exemplo de formulação de objectivo:

No final da unidade, os alunos do 6º ano identificarão 3 causas da expansão marítima, num teste de escolha-múltipla.

Os objectivos de produto são os que se esperam no final de uma sequência de aprendizagem que conduziu até eles.

Os objectivos de processo são so que se referem aos meios usados para atingir os objectivos de produto.

Qual é a diferença entre objectivos e actividades?

Um objectivo educacional corresponde sempre a uma aprendizagem que o aluno ainda não possui mas que se deseja que adquira. Entre o ponto de partida - ausência de aptidão - e o ponto de chegada - aquisição da aptidão - há um caminho a percorrer que corresponde a um processo de aprendizagem que se traduz em actividades dos alunos.

O enunciado do objectivo diz sempre o que o aluno está apto a fazer.

O enunciado da actividade diz o que está a fazer para ficar apto.

Exemplo de actividade:

Observa a preparação do microscópio

Exemplo de objectivo:

Identifica diferentes estruturas celulares

Exercícios (Fonte: Planificação e Avaliação do Ensino e Aprendizagem ; Universidade Aberta)

Assinale de entre os seguintes objectivos os que podem ser considerados no nível de conhecimento:

1. Resume um texto dado

2. Indica a capital da Dinamarca

3. Define rectas paralelas

4. Explica o que se entende por um conjunto de objectos

5. Identifica os animais que estão nas gravuras

Assinale de entre os seguintes objectivos os que podem ser considerados no nível de compreensão:

1. Indica a distância entre 2 povoações, servindo-se de um mapa das estradas

2. Indica os nomes das capitais dos distritos de Portugal

3. Enuncia o Tratado de Tordesilhas

4.Nomeia os órgãos de uma planta

5. Explica o que significa a electricidade estática

Assinale de entre os seguintes objectivos os que podem ser considerados no nível de aplicação:

1. Demonstra um teorema dado

2. Enuncia um teorema dado

3. Lê gráficos de barras

4. Resolve uma raiz quadrada

5. Enumera os ossos da perna.

Apontamentos sobre avaliação da aprendizagem

Três modalidades de avaliação:

Diagnóstica

Formativa

Sumativa

Tipos de pergunta (Fonte: Planificação e Avaliação do Ensino e Aprendizagem, Universidade Aberta)

Resposta curta: É deixado um espaço para a resposta do aluno.

Exemplo: Quem escreveu os Lusíadas? ...............................

Vantagens: fácil elaboração; úteis para testar objectivos de nível 1; permitem a testagem de múltiplos objectivos no mesmo teste.

Desvantagem: Não avaliam objectivos de nível 3, 4, 5 e 6.

Regras para a construção de itens: uma pergunta directa; deve dar lugar a uma única resposta; a pergunta deve conter os termos exactos em que a resposta deve ser dada. Em itens de resposta curta, a correcção da prova é facilitada se os espaços para a resposta forem alinhados numa coluna à direita das perguntas; cada item deve ser independente dos restantes.

Exemplos de itens mal construídos:

Fernando Pessoa foi um poeta...................

Numa viagem com grandes................, o norueguês Amudsen conseguiu ............o inglês Scott e chegar primeiro ao Pólo Sul.

Item verdadeiro ou falso: A pergunta assume a forma de uma frase afirmativa que o aluno vai classificar como verdadeira ou falsa.

Exemplo: Em 1910, foi instaurada a República (Coloque um V ou um F à frente da pergunta)

Vantagens: perguntas de fácil elaboração; facilmente os alunos as compreendem.

Desvantagens: Não avaliam objectivos de nível superior; prestam-se a que os alunos respondam à sorte.

Regras para a construção de itens verdadeiro/falso:

Cada item deve ter uma única afirmação.

Evitar palavras ambíguas

Evitar frases negativas

As afirmações verdadeiras e falsas devem ter a mesma extensão

O número de afirmações verdadeiras e falsas deve ser semelhante.

Associação ou combinação: a pergunta apresenta um conjunto de elementos organizados em duas colunas paralelas, tendo os elementos de uma, relação com os elementos de outra.

Os elementos da coluna da esquerda são as premissas. Os da coluna da direita são as respostas.

Exemplos:

Coluna A....................................................................................Coluna B

.....O Primo Basílio........................................................................A Fialho de Almeida

.....A Queda de um Anjo................................................................B Júlio Dinis

.....As Farpas..............................................................................C Guerra Junqueiro

.....Os Gatos...............................................................................D Camilo Castelo Branco

E Oliveira Martins

F Ramalho Ortigão

G Eça de Queiroz




Vantagens

Fáceis de construir

Os alunos não podem adivinhar as respostas

Desvantagem

Não avalia as categorias de Análise e Síntese

Escolha Múltipla: Pergunta composta por um tronco e por uma lista de possíveis respostas.

Exemplos:

S. Tomé e Príncipe exporta diversos produtos. Qual dos seguintes exporta em maior quantidade?

A Café

B Banana

C cana de açúcar

D Cacau

Na seguinte lista de palavras, todas deviam ter um significado equivalente a resumo.

Assinale a alternativa falsa.

A Sumário

B Somatório

C Síntese

D Súmula

Vantagens

Fáceis de corrigir

Desvantagens

Não avalia as categorias de análise e síntese

Demora muito tempo a elaborar

Resposta livre: a pergunta apresenta uma questão aberta e o aluno é livre de apresentar as suas ideias sobre o assunto.

Exemplos:

Por que razão existe uma relação entre desemprego e pobreza?

Por que razão se fazem estudos de impacto ambiental antes de construir uma auto-estrada.

Vantagem

Fácil de elaborar

Permite avaliar as categorias de análise e síntese

Desvantagem

Difícil de avaliar.

Subjectividade na avali
Algumas definições de curriculum:

É toda a aprendizagem planificada e dirigida pela escola para atingir os objectivos educacionais. (Tyler)
É uma sequência de experiências oferecidas nas escolas para crianças e jovens em grupo, a percorrer por caminhos do pensamento e da acção. (Tanner e Tanner)
É um plano para a aprendizagem. (Taba)
O currículo é uma série estruturada de resultados de aprendizagem que se têm em vista (Johnson)
É uma sequência de unidades de conteúdo conducentes à mestria do aluno (Gagné).
É um plano estruturado de ensino-aprendizagem, englobando a proposta de objectivos, conteúdos e processos (Carrilho Ribeiro).

Definições de desenvolvimento curricular:

É um plano de estruturação do meio ambiente para coordenar de maneira ordenada os elementos tempo, espaço, materiais, equipamento e pessoal (Feyereisen)
Processo dinâmico e contínuo que engloba diferentes fases, desde a justificação do currículo à sua avaliação e passando pelos momentos de concepção, elaboração e implementação (Carrilho Ribeiro)
É uma prática, dinâmica e complexa, que se processa em diferentes momentos e fases, de modo a formar um conjunto estruturado integrando diferentes componentes: justificação teórica, elaboração/planeamento, operacionalização e avaliação (Pacheco)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

TESTE INTERMÉDIO

Estratégias Promed – História (400)
Estratégias a adoptar nas aulas de História :
• Elaborar e/ou analisar/Explorar Documentos escritos, mapas, gráficos e tabelas cronológicas;
• Analisar fontes históricas diversificadas (iconográficas, cartas, textos político-jurídicos, plantas de núcleos urbanos, etc.);
• Utilizar meios multimédia diversificados sobre a época em estudo;
• No final de cada unidade elaborar um glossário de conceitos/noções;
• Material nos blogues de História do professor;
• Sensibilizar para a pertinência do teste intermédio.
12 º Ano
• Recuperar conhecimentos históricos (Estados Autoritários, Impérios e Democratas), através do diálogo professor-aluno;
• Elaborar e/ou analisar mapas gráficos e tabelas cronológicas;
• Analisar fontes históricas diversificadas (iconográficas, cartas, textos político-jurídicos, plantas de núcleos urbanos, etc.);
• Utilizar meios multimédia diversificados sobre a época em estudo;
• Realizar fichas de avaliação com estrutura e critérios de correcção semelhantes ao exame nacional;
• Colocar à disposição exercícios extra para treino de competências e realizar a sua correcção;
• Colocar à disposição sínteses dos conteúdos para preparação de exames nacionais;
• No final de cada unidade elaborar um glossário de conceitos/noções;
• Sensibilizar para a pertinência do teste intermédio;

quarta-feira, 16 de março de 2011

TESTE INTERMÉDIO

COMPETÊNCIAS
TRATAMENTO DE INFORMAÇÃO / UTILIZAÇÃO DE FONTES
· Interpreta documentos de natureza diversa e com mensagens diversificadas;
· Utiliza conceitos históricos a partir da interpretação e da análise de fontes (textos, imagens,
mapas e plantas, tabelas cronológicas, gráficos e quadros).
COMPREENSÃO HISTÓRICA
Temporalidade
· Identifica e caracteriza fases principais da evolução histórica e grandes momentos de ruptura;
· Localiza no tempo eventos e processos e distingue ritmos de evolução.
Espacialidade
· Localiza no espaço diferentes aspectos das sociedades humanas em evolução e interacção;
· Estabelece relações entre a organização do espaço e os condicionalismos físico-naturais.
Contextualização
· Distingue, numa dada realidade, os aspectos de ordem demográfica, económica, social,
política e cultural e estabelece conexões e inter-relações entre eles;
· Interpreta o papel dos indivíduos e dos grupos na dinâmica social;
· Reconhece a simultaneidade de diferentes valores e culturas e o carácter relativo dos valores
culturais em diferentes espaços e tempos históricos;
· Relaciona a história nacional com a história europeia e mundial, abordando a especificidade
do caso português.
COMUNICAÇÃO EM HISTÓRIA
· Produz, em função do solicitado, textos com correcção linguística, aplicando o vocabulário
específico da disciplina.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

TÉCNICA: TESTES SOCIOMÉTRICOS

CONCEITOS
•Sociometría: palavra com origem nos termos latinos socius -amigo, companheiro e metrum –medida
•Sociometria: técnica de avaliação das relações grupais com origem em Jacob Levi Moreno (1889-1974), psiquiatra americano na década de 30 (1933); estudo dos grupos sociais a partir das atracções e rejeições manifestados no seio de um grupo
•A Sociometria de Moreno evoluiu para o que hoje conhecemos como “análise de redes sociais” ou “social network analisys (SCA)”
• Medida das relaciones sociais entre os membros de um grupo (Alonso, Alonso, A., y Balmori, (2002)
•Grupos: família; turma; trabalho

•Matriz sociométrica: permite registar as escolhas e calcular os índices sociométricos =
I)índice de popularidade (número de vezes que o mesmo indivíduo é escolhido),
II)índice de expansividade positiva (número de escolhas que faz)
Sociograma = representação gráfica das relações: é um diagrama que permite explorar graficamente a posição que ocupa cada individuo dentro de grupo, assim como todas as interações estabelecidas entre os diversos individuos.
SOCIOGRAMAS
•Identificar interacções grupais:
-líderes informais
-Isolados
-Antes de uma mudança quem terá mais dificuldade
•Avaliar a eficácia de intervenções nas interacções grupais (antes e depois de..)
TÉCNICA
•Critério sociométrico = estimulo comum que motiva os individuos a eleger de forma espontânea os membros do seu grupo
•Escolha do critério = qual o objectivo? Nomeações positivas ou negativas?
1)Escolhe x pessoas com as quais gostarias de fazer um trabalho para a disciplina…/com quem não gostarias
2)Escolhe x pessoas que convidarias para a tua festa de anos (atracção)/que não convidarias
3)Escolhe x meninas ou meninos com quem gostarias de brincar…/não gostarias
4)Escolhe x pessoas que pensas que melhor apresentariam um trabalho/pior apresentariam
5)Escolhe x pessoas que mais respeitas (estatuto) ou admiras/menos respeitas
•Número de escolhas
-1 num grupo de 5
-máximo de 5 em grupos maiores
-Ninguém se pode escolher a si mesmo
-Para cada critério é construído um sociograma
•Cada escolha recebe uma pontuação pela ordem em que ocorreu: numa situação em que há três escolhas a primeira tem 3, a segunda 2 e a terceira 1. No sociograma a a intensidade é expressa pela grossura das setas
•Deste modo podemos avaliar a “intensidade” com que cada aluno é escolhido
•Mutualidades: escolhe e é escolhido (um individuo isolado ou rejeitado não tem mutualidades) =
•A estrela sociométrica, não é a que tem maior n.º de eleições positivas, mas sim a que tem maior n.º de mutualidades: numa análise, algo simplista, podemos afirmar que esse elemento se aproxima de quem está receptivo; afasta-se de quem o rejeita e ignora quem também o ignora a si.
•Representação em círculos concêntricos em função do número de mutualidades: número de círculos é igual ao número de mutualidades que surgiram no grupo. No círculo do meio o que teve mais mutualidades, no seguinte os que tiveram a seguir, no seguinte…até que o último é os que não têm mutualidades. Intensidade das Mutualidades Positivas
•Observando o Sociograma das Mutualidades Positivas podemos ver a força das mutualidades,
• O lugar em que uma pessoa é eleita tem importância para definir a natureza do vínculo, neste sociograma podemos observar vínculos fortes e outros mais fracos. Neste caso a estrela sociométrica volta a ser o aluno n.º 5, que se encontra no centro do círculo; este aluno tem um vínculo forte com o aluno n.º 28 (elegeram-se mutuamente em 1.º lugar), existem outros vínculos fortes como o n.º 9 com o n.º 20; o n.º 1 com o n.º 18 e o n.º 3 com o n.º 22.
•Talvez o dado mais significativo seja o facto de não existirem mutualidades entre elementos de sexo diferente.
•Entre os elementos do sexo masculino não existe qualquer vínculo forte, o n.º 27 elegeu o n.º 15 em primeiro lugar, mas este elegeu o n.º 13.

•Estudos de liderança mostram que quando os líderes são escolhidos com base em critérios sociométricos, os grupos são mais eficientes quando comparados a grupos em que os membros do grupo não reconhecem o líder como o devendo ser.

•Uma investigação com crianças de 4º ano mostrou que as escolhas que as crianças fazem de colegas para brincar têm uma correlação altamente significativa com as escolhas que fazem no teste sociométrico.

TESTES SOCIOMÉTRICOS

INTRODUÇÃO
O teste sociométrico é uma ferramenta de grande utilidade, que é usada há muito tempo no ensino para conhecer a natureza da turma enquanto grupo e as características individuais dos alunos, no que respeita a aspectos de relacionamento, integração, sociabilidade, etc.
A aplicação e análise deste teste vai permitir-nos obter indicadores preciosos, para que futuramente possamos, por exemplo, formar pequenos grupos de trabalho ou efectuar a distribuição pelas mesas da sala, distribuindo-os de forma heterogénea, tendo em conta as características de cada um; de maneira a que exista entre eles e também na turma em geral, o melhor ambiente de trabalho possível, para uma boa consolidação das aprendizagens.
SOCIOMETRIA
Procura medir as relações interpessoais em geral, e as relações em situações de escolha em particular. Mais do que uma ciência e uma técnica para a observação e análise das relações sociais em pequenos grupos, a sociometria pode ser considerada como uma filosofia e uma proposta terapêutica para a vida social. Trata-se de uma teorização e de uma medição das relações sociais em grupo. A sociometria recorre a um conjunto de técnicas, como o psicodrama, o sociodrama e o teste sociométrico, que permitem descobrir as semelhanças e as distâncias entre os indivíduos que compõem o grupo.
TESTES SOCIOMÉTRICOS
Procura captar e mapear as relações de atração e repulsão entre os membros de um grupo social, através da investigação das preferências de cada elemento do grupo. Possibilita a obtenção, com bastante precisão, dos seguintes dados: a) a posição que cada um ocupa no grupo, bem como a que julga ocupar; b) as relações de afinidade e de conflito entre os componentes do grupo; c) a estrutura sociométrica do grupo, rede de comunicações, focos de tensões, subgrupos etc.; d) a dinâmica dos grupos:modificações dos quadros e evolução dos processos grupais.
Constitui-se basicamente por um questionário com questões projetivas (preferências e rejeições para com outros membros) ou perceptivas (preferências e rejeições que acredita receber).
O texto que se segue faz parte de um trabalho prático realizado sobre sociometria. Apenas se apresenta aqui uma pequena introdução sobre esta técnica, por se considerar de pouca relevância expor a aplicação prática.
Fundada em 1934, por J. L. Moreno, a técnica da dinâmica de grupos -sociometria - tem como pretensão uma “avaliação” das relações interpessoais no seio dos grupos. Esta técnica pretende revelar e apreciar a estrutura de um grupo; os indivíduos dominantes ou populares; os conluios; as divisões (sexual, racial, económica, etc.) e os padrões de aceitação e rejeição social. No sentido mais lato, consiste num conjunto de técnicas, não só de investigação mas também de intervenção nos grupos. No sentido mais restrito consiste no teste sociométrico propriamente dito, o qual implica a sua elaboração e aplicação bem como a construção e análise de sociogramas. A sociometria serve então para percebermos a dinâmica e estrutura de um grupo. Existem dois tipo de grupos: o psicogrupo, de menor dimensão e de estrutura mais simples, onde predominam as relações afectivas (Eu-Tu); e o sociogrupo, de maior dimensão e de estrutura mais complexa, instável e variável consoante a função do grupo. Neste último predomina o Nós nas relações do grupo. A constelação das relações sociais de um indivíduo, designada por átomo social, corresponde ao indivíduo e às relações interpessoais que estabelece com os outros. O átomo social é a unidade de medida da técnica sociométrica e a tele as relações psicológicas do indivíduo para com a mais pequena estrutura social. Os membros de um grupo funcionam como átomos sociais que estabelecem um certo número e tipo de relações (tele) que se mantêm num determinado equilíbrio. O teste sociométrico pode ser planeado para diferentes grupos e inúmeras situações, mas é mais adequado para grupos pequenos. O procedimento requer que cada membro escolha “X” pessoas do seu grupo com um objectivo específico e relativo a uma situação da vida do grupo. As questões são elaboradas de modo a pedirem a cada elemento do grupo que faça uma ou mais escolhas concretas, reveladoras de certas preferências pessoais, rejeições ou valores. Os dados obtidos permitem a elaboração de uma matriz sociométrica, que consiste num quadro de dupla entrada, que pode ser suficiente para a apreensão da estrutura das relações existentes entre os indivíduos de um grupo de pequenas dimensões. Mas, a forma de representação mais informativa é o sociograma, que exprime a rede de inter-relações do grupo num diagrama, por meio de um conjunto de convenções gráficas e do recurso a métodos estatísticos. Existem dois tipos de sociogramas, os individuais e os colectivos, assim como diversas formas de representação. Neste trabalho usar-se-á o sociograma descrito por Norway, conhecido por “técnica do alvo”, um dos mais simples de traçar e fácil de interpretar. Este consiste num sociograma colectivo construído com base nas notas de aceitabilidade, do número total de escolhas emitidas e recebidas por cada pessoa. O sociograma é elaborado a partir de três círculos concêntricos, em que no círculo central são representados os indivíduos significativamente escolhidos, ao passo que na periferia estão os indivíduos pouco escolhidos. Cada sujeito é representado no alvo de acordo com a sua nota de aceitabilidade. Os traços indicam as preferências recíprocas existentes entre os indivíduos. Os sociogramas individuais interessam quando se tem um objectivo mais específico para um indivíduo em particular.
SOCIOGRAMA
Representação gráfica utilizada em sociometria. Descreve a estrutura das relações estabelecidas entre os membros de um grupo, de acordo com uma determinada tarefa. Cada pessoa é representada por uma figura geométrica a partir da qual surgem linhas ou flechas que deixam perceber as suas relações, direcção e intensidade, com outras pessoas. A análise do sociograma torna possível perceber o papel que cada pessoa ocupa dentro do grupo ou dos grupos em que está inserida.
O SOCIOGRAMA
O sociograma é uma técnica para determinar as preferências dos indivíduos
perante diversos estímulos (pessoas) que fazem parte do seu meio. De facto, é usual
utilizar-se a analogia molecular para representar a relação existente entre membros de um
grupo a partir das respostas a várias perguntas sobre as suas preferências no contexto de
um grupo. Uma pontuação sociométrica constitui, em essência, o número de vezes que
um indivíduo foi escolhido pelos outros indivíduos para levar a cabo certos objectivos. É,
além disso, uma escolha perfeitamente consciente.
De uma perspectiva basicamente técnica, o que mais interessa aqui é que essa
tendência para seleccionar e preferir seja consciente e sirva, sobre tudo, a necessidade de
ter uma percepção do mundo organizado e útil para validar a nossa concepção de
realidade. Por isso, o investigador que necessite de conhecer a rede de relações informais
pode recorrer ao sociograma para conhecer:
1. as relações que existem entre os indivíduos, assim como a intensidade das
mesmas;
2. o grau de coesão do grupo;
3. a posição de cada membro em ralação com os demais;
4. a estrutura informal do grupo e a existência de subgrupos;
5. o nível de conflito ou de repulsa entre os membros de um grupo;
6. o grau de sociabilidade dos indivíduos do grupo.


JACOB MORENO
Psiquiatra e psicossociólogo, Jacob Levi Moreno, filho de um casal de jovens emigrantes romenos, nasceu em circunstâncias curiosas, num barco, durante uma viagem entre Bucareste e Espanha. Os seus pais não o registaram, e só em 1925, ano em que emigrou para os Estados Unidos da América, obteve uma data oficial de nascimento (21 de Maio de 1892) e um estado civil.A infância e adolescência de Jacob Moreno foram passadas em Viena.. Em 1909 inscreveu-se na Faculdade de Medicina e em 1910 propôs a grupos de crianças situações de improvisação teatral. Começa já aqui a notar-se um interesse pelos problemas de grupo e a sua dinâmica, uma espécie de premunição do futuro psicodrama.A sua primeira intervenção verdadeiramente estruturada data de 1913, quando Moreno ajuda prostitutas a organizarem-se enquanto grupo. Juntou um pequeno grupo de oito mulheres e três homens falando de coisas banais mas acabando por ir dar aos problemas da profissão. Nestas "reuniões" o objectivo principal para Moreno era "encorajar as mulheres a serem aquilo que eram: prostitutas."Moreno considerava muito importante que no grupo ocorresse "uma psicoterapia de grupo em que não só o médico assistente, como também cada indivíduo, pode agir diante de cada outro indivíduo como agente terapêutico". A esta entreajuda mútua Moreno deu o nome de encontro, uma espécie de empatia total entre os membros do grupo "(...)aproximar-me-ei de ti e tomarei os teus olhos para os pôr no lugar dos meus, e tu tomarás os meus olhos para os pôr no lugar dos teus, e eu ver-te-ei pelos teus olhos e tu ver-me-ás pelos meus." Para Moreno, o psicodrama era "um método que confere através da acção a sua autenticidade à alma permitindo a catarse pela acção".Moreno foi também responsável pela criação da sociometria e do teste sociométrico, teste que consiste em pedir a todos os membros de um grupo que designem, entre os companheiros, aqueles com quem desejariam encontrar-se, ou que prefeririam evitar, numa determinada situação.Moreno criou ainda um instrumento de análise - sociograma - que funciona como um método simples mas eficaz de obter esclarecimentos bastante precisos sobre a estrutura dos grupos.Jacob Levi Moreno morreu em 1974, deixando um importante contributo para a psicoterapia de grupos e para a psicologia social.

Obras principais de Moreno:

1953, Psicoterapia de grupo

1959, Psychodram

1970, Fondements da la sociométrie



BIBLIOGRAFIA

Bustos, Dalmiro Manuel; O Teste Sociométrico; (1997)

Testes Sociométricosde Lindsay Weld, Mary L. Northway Editor: Livros Horizonte (1999)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

PROGRAMA DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL: PORTUGAL HOJE




















PROGRAMA DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL: PORTUGAL NO PASSADO: DA REPÚBLICA AOS DIAS DE HOJE















PROGRAMA DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL: PORTUGAL NO PASSADO: DOS DESCOBRIMENTOS AO FIM DA MONARQUIA




















PROGRAMA DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL: PORTUGAL NO PASSADO- FUNDAÇÃO E IDADE MÉDIA







PROGRAMA DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL: A PENÍNSULA IBÉRICA - LUGAR DE PASSAGEM E FIXAÇÃO










quarta-feira, 11 de agosto de 2010

PROGRAMA DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL: PLANO DE ORGANIZAÇÃO E SEQUÊNCIA DO ENSINO APRENDIZAGEM

PLANO DE ORGANIZAÇÃO E SEQUÊNCIA DO ENSINO-APRENDIZAGEM
O Plano de organização e sequência do ensino-aprendizagem encontra-se
organizado sob a forma de grelha, incluindo, para lá da linha de conteúdos e dos
conceitos, já enunciados no volume I, uma articulação expressa com os objectivos
gerais, uma clarificação das aprendizagens tidas por relevantes e sugestões de
estratégias/actividades.
Relativamente à linha de conteúdos, o volume I explicitou já, quer no que se refere
à componente histórica quer no que se refere à componente geográfica, as razões que
levaram à opção por três grandes temas: A Península Ibérica, lugar de passagem e de
fixação, Portugal no passado, e Portugal hoje.
Do mesmo modo ficou já explicitado que a abordagem dos conteúdos históricos
segue uma linha cronológica que não pretende ser exaustiva nem contínua, quer
porque a idade dos alunos não permitiria a apreensão de conteúdos muito complexos,
quer porque, numa disciplina que contempla simultaneamente a Geografia, o tempo
não o possibilita, quer porque a sequencialidade agora trazida ao ensino básico pelo
alargamento da escolaridade obrigatória oferece a possibilidade de introduzir
determinados conteúdos em fase mais avançada da escolaridade.
Quanto à componente geográfica, o primeiro e o último temas permitem o seu
tratamento de forma mais sistemática e autónoma, efectuando-se, na medida do
possível, uma articulação com a componente histórica no segundo tema.
Neste chama-se a atenção para a necessidade, já apontada no volume I, de
respeitar a natureza dos subtemas, centrados uns em episódios outros em largos
períodos da história nacional. Precisamente nestes, encontra-se contemplada a
componente geográfica.
Quanto aos conceitos seleccionados, pretende-se que sejam construídos no
decorrer do processo de ensino-aprendizagem ao longo dos dois anos, alguns mesmo
ao longo da escolaridade básica, tendo-se considerado níveis de aquisição
diferenciados que tenham em atenção a complexidade de cada um deles. Conceitos
relativamente complexos poderão ser abordados, desde que se parta da realidade
vivida pelos alunos, daquilo que, para eles, é mais próximo e significativo. Optou-se por
referir cada conceito uma única vez, no primeiro subtema, em que se considerou
oportuna a sua inclusão. Assinalaram-se, com um asterisco, aqueles que foram
abordados no 1.º ciclo. Através da análise do programa de Estudo do Meio, bem como
dos programas de História e de Geografia do 3.º ciclo, o professor estabelecerá,
relativamente a cada conceito, o nível de aquisição requerido no 2.º ciclo, na disciplina
de História e Geografia de Portugal.
O Plano de organização e sequência do ensino-aprendizagem inclui ainda uma
articulação expressa com os objectivos, gerais, tendo-se destacado os objectivos do
domínio cognitivo cuja prossecução é mais evidente e salientado os objectivos do
domínio de atitudes/valores, apenas quando o subtema permite realçá-los. Optou-se
ainda por clarificar os conteúdos e conceitos/noções básiças, no intuito de concretizar
a amplitude do tratamento de cada subtema e referir as aprendizagens mais
relevantes.
Relativamente às técnicas/actividades, as sugestões apresentadas são um
enunciado de alternativas possíveis e não têm, como é óbvio, carácter vinculativo,
podendo ser substituídas por outras que se revelem mais adequadas às características
dos alunos e às disponibilidades da Escola e do Meio, excepção feita para a
elaboração do atlas da aula e do friso cronológico que se consideram indispensáveis
para estabelecer a articulação, do ponto de vista do espaço e do tempo, entre os
vários subtemas. A sugestão, frequentemente referida, de utilizar o meio como recurso
pedagógico ou como objecto de estudo, materializa a perspectiva de regionalização
subjacente a este programa.
Registe-se, a este propósito, que relativamente aos alunos residentes no
continente ou nas regiões autónomas, o desenvolvimento dado às actividades
sugeridas no âmbito da componente geográfica deve considerar aquelas situações.
É ainda apresentada urna proposta de gestão do tempo que considerou, no
conjunto de horas lectivas previstas institucionalmente para cada ano lectivo, um
mínimo de 75 horas, indispensáveis ao tratamento dos temas. Previu-se também um
número de aulas para cada subtema, por se considerar que ele pode constituir um
indicador relativamente ao grau de aprofundamento requerido. Todavia, o professor
terá autonomia para gerir o tempo de que dispõe no calendário escolar, desde que não
comprometa a exequibilidade do programa nem subverta a natureza dos temas.
A proposta de flexibilidade na gestão do tempo contempla também a necessidade
de dedicar algumas aulas a actividades da Área-Escola, bem como de aprofundar, de
acordo com as potencialidades da região, um ou outro subtema.
Nas sugestões bibliográficas foram indicados dois tipos de obras: de apoio à
orientação metodológica preconizada e de suporte específico aos temas, nas suas
duas componentes, histórica e geográfica.
A necessidade de contemplar estas duas vertentes e o facto de ser difícil encontrar
obras de síntese referentes aos aspectos em análise, traduziu-se numa listagem um
pouco extensa mas que pareceu preferível, porque mais completa.